(Foto: Leonardo Pereira/Olhar Digital)
Tocava "5:15", da americana Bridgit Mendler, quando a
Apple abriu as portas da sua primeira loja paulistana para alguns
jornalistas, na manhã desta quinta-feira, 16. Dentro, poucos
funcionários com a tradicional camisa polo azul, somados aos
tradicionais balcões de madeira lisa com os produtos em exposição,
deixam claro que esta unidade se diferencia pouco das mais de 400 que
estão espalhadas pelo mundo.
A loja fica no primeiro andar do Morumbi Shopping, na zona
sul da cidade. Olhando de fora, a desconformidade de cores entre os dois
empreendimentos produz a estranha sensação de que a Apple é um enorme
cubo de vidro enfiado num prédio de concreto desconhecido, como se ela
sequer fizesse parte do centro de compras.
Embaixo da loja fica o átrio do shopping, um lugar aberto,
de convivência, que costuma receber exposições e eventos sazonais - como
a decoração de Natal. O espaço começou a ser reformado simultaneamente à
montagem da Apple Store e foi entregue no fim de 2014, quando a
retirada dos tapumes abriu a porta das especulações acerca da loja da maçã.

Enrique Atienza, diretor sênior de Marketing da empresa,
está no Brasil para acompanhar a inauguração, que será realizada no
sábado, 18, às 10h - com a expectativa de que haja a também tradicional
"fila da Apple", com direito a distribuição de camisetas aos primeiros 2
mil que entrarem ali (uma camiseta preta com o logo da maçã e a
inscrição "Morumbi" no peito).
Uma vez lá dentro, os consumidores estarão sob os cuidados
do gerente Fernando Piza e sua equipe, que conta com mais de 80
funcionários. São pessoas que enfrentam o processo de recrutamento há
muitos meses, alguns chegaram a ser mandados à Califórnia para completar
o treinamento e quem está atrás da Genius Bar teve de passar um tempo
em Londres para aprender o que fazer.
Quando a Apple estava prestes a abrir a loja do Rio de Janeiro, o Olhar Digital conversou com candidatos que foram reprovados na seleção e consideraram o processo estranho.
Questões comuns como "qual é o seu maior defeito?" eram trocadas por "o
que você faria para não ser contratado?", por exemplo. Mas isso se
justifica pelo tipo de profissinoal que a empresa buscava para atuar no
país. Segundo Atienza, gente que fala vários idiomas, tem hobbies
interessantes e até mesmo quem tenha trabalhado na unidade carioca. Para
cada contratado, outros 15 foram entrevistados.

Apesar de estar dentro de um shopping, com horário e tipo
público limitados, a Apple tem fé de que a unidade paulistana
concentrará um dos maiores fluxos de clientes no mundo. Ela tem um
design que a empresa considera "convidativo a uma jornada" que inclui
adquirir o produto e obter treinamento sobre ele. Há 169 pontos de
conexão espalhados pelo lugar e uma internet sem fio de altíssima
qualidade - algo comum em Apple Store.
A Genius Bar foi colocada ao fundo e tem atendimento 360º;
antes dela ficam as mesas de treinamento personalizado e em grupo. Ali
perto, nas laterais, as paredes são forradas com produtos pequenos como
cabos, fones e capinhas, além do que a empresa vende de parceiros - o
kit de lâmpadas inteligentes Hue, da Philips, está lá por R$ 1,3 mil.

Há fotos do Apple Watch, mas ele não está nem à mostra lá
dentro. De resto, o consumidor encontrará iPhones do 5c ao 6 Plus, Macs,
MacBooks, iPads, iPods e a Apple TV. Os serviços que a empresa oferece
em outros países também estarão disponíveis em SP, incluindo as
excursões infantis e as consultas especiais. O lugar ficará aberto de
segunda a sábado das 10h às 22h e, aos domingos e feriados, entre 14h e
20h.

Olhar Digital
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